sábado, 9 de junho de 2007

Rock anos 70


Década de 70: Rebeldia e salto alto

No final da década de 60 houve um retorno a um rock mais direto e primitivo, como uma resposta daqueles que não gostavam da psicodelia, sendo que como resultado a psicodelia sumiu, deixando somente o seu "filho": o rock progressivo.

  • Hard rock: O estilo que marcou esta década combinava perfeitamente a modernidade do alcançada com o rock e o clássico, além de estilos como blues e jazz. As bandas conhecidas como a tríade que deram início ao movimento foram: Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple (para cujo estilo foi cunhado o termo heavy metal, para fins de definição), mas nomes como Guns N' Roses, AC/DC, Aerosmith, KISS, Queen, Rainbow, Whitesnake, Grand Funk Railroad, Blue Cheer, Scorpions e Van Halen também acompanharam o estilo.
  • Glam rock: Rock com purpurina e salto alto, os nomes mais conhecidos internacionalmente são: New York Dolls, Gary Glitter, T-Rex, David Bowie, Roxy Music, Slade, Heart etc. No Brasil o grande representante do Glam Rock foi o grupo Secos & Molhados, que surgiu nos anos 70.
  • Punk rock: O punk rock foi o estilo que surgiu no final dos anos 70, quando o rock estava sofrendo um momento de impopularidade e as apresentações ao vivo não estavam fazendo muito sucesso. Pregava o jeito "eu não sei tocar mas vou aprender ao vivo mesmo" de fazer música, em direta oposição ao som extremamente esmerado do progressivo. Defendia a rebeldia e de certa forma herdou do rock a crítica social. Como principais nomes podem ser citados: Iggy Pop & The Stooges (os primeiros a delinear a sonoridade punk, ainda no final da década de 60),The Troggs, Sex Pistols, The Clash, Television, Ramones, Bad Religion, entre outros.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Década de 60


Década de 60: Drogas, genialidade e atitude.

Festival de Woodstock em 1969.

Momento mais popular e prolífero do rock, trazia as idéias de quem tinha visto o rock surgir e de quem não havia conseguido sucesso na década anterior. O movimento anti-guerra e as drogas, combinados, deram origem ao pensamento dessa década.

  • Psicodelismo/Acid rock: O acid rock buscava reproduzir os efeitos da maconha e do LSD usando distorções, pedais de efeito, teclados, escalas hindus ou muito volume. Os principais nomes do acid rock foram os grupos The Doors, Jefferson Airplane, Grateful Dead, Love e Jimi Hendrix. No psicodelismo, pressupõe-se que não seja necessário tomar ácido para fazer acid rock, bastando usar distorção e efeitos "viajantes".
  • Rock experimental: Um rock que misturava elementos de vários estilos musicais associados ao rock ou não. Costuma ser confundido com o progressivo e/ou psicodélico, embora rock experimental seja a melhor denominação. Caracteriza-se pela complexidade musical, menor que a do rock progressivo, mas ainda assim elevada. Beatles(fase final), Iron Butterfly, Jimi Hendrix, Frank Zappa e vários outros encaixam-se nessa categoria.
  • Rock progressivo: Músicas de longa duração, desde os quatro minutos até os discos de uma única faixa; utilização e apropriação de elementos de vários estilos não comumente associados ao rock: a música folclórica (do país da banda em questão), o jazz, a música erudita, o blues, etc. Exemplos mais ilustres: Yes, Genesis, Emerson, Lake & Palmer, Pink Floyd e King Crimson, bem como o Rush em meados dos anos 70 e o Marillion nos anos 80. Marcantes na evolução do rock nos anos 60 foram os festivais de música, como o de Woodstock em que se apresentaram nomes como Jimi Hendrix e Santana e o de Monterey, que teve a presença de Janis Joplin. No Brasil, essa evolução do rock surgiu com A Bolha em 1965.
  • Surf music: Com pegadas fortes e distorcidas, e com traço principal o reverb (eco). Muitas das bandas são apenas instrumentais, podendo haver apenas o Baixo. Considerar as banda Los Straitjackets, e no Brasil Retrofoguetes. É importante não confundir Surf music com Surf rock, onde temos os Beach Boys e The Ventures.
  • Ópera rock: Estilo de rock que conta histórias com muitos minutos. As óperas mais famosas incluem Tommy e Quadrophenia, do The Who, Arthur, do The Kinks, S.F. Sorrow, do The Pretty Things, The Wall, do Pink Floyd e The Celebration Of The Lizard King do The Doors
  • Garage rock: Para estes roqueiros, celebridade e muita grana importavam ainda menos que sofisticação musical, qualquer um pode fazer rock de garagem, basta ter instrumentos, saber três acordes ou marcar um 4/4 e uma garagem ou quarto. É também conhecido como proto-punk, já que o punk foi inspirado nesse estilo. O estilo é conhecido, basicamente, pelas composições "Wild Thing", da banda inglesa The Troggs, e "Leader of the Pack", das americanas The Shangri-Las.
  • Blues rock: Esse estilo de rock contém extrema influência de blues, Rolling Stones, Janis Joplin, Doors, Cream e The Who são os precursores. Deu origem ao hard rock. Considerado por muitos um estilo purista.
  • Iê-Iê-Iê: o rock´n´roll brasileiro era chamado de iê-iê-iê, por influência da "expressão " Yeah, yeah yeah, presente em músicas dos Beatles(como She Loves You). O rock brasileiro tinha como influências estadunidenses e inglesas, dependendo do artista/ Banda. Os principais roqueiros brasileiros do período são Roberto Carlos , Erasmo Carlos e Raul Seixas.

Década de 50


Década de 50: Rebeldes bem vestidos

O rock n' roll nasceu da mistura de 3 gêneros musicais distintos da música americana, são eles: Blues, Country e Jazz

Estilos de Rock:

  • Rockabilly: Conhecido como country-soul, foi o estilo de rock de Carl Perkins, Gene Vincent, Eddie Cochran, Johnny Burnette e Dorsey Burnette.
  • Country rock: é conhecido também como o lado “caipira” do rock. É bem parecido com o Rockabilly, e as suas maiores estrelas foram Bill Halley, Jerry Lee Lewis, Johnny Cash e Bob Luman.
  • High-School rock: Um estilo de rock racista. Este veio para substituir a música negra.
  • Classic rock: Esse tipo de rock é uma mistura de vários outros tipos de músicas sejam elas rock n' roll ou não. Os seus maiores representantes foram Chuck Berry, Elvis Presley e Bo Diddley.
  • Northern Band Rock'n'roll: Espécie de versão com guitarra das big bands de Kansas. O maior nome do estilo era Bill Haley.
  • New Orleans Dance Blues: Género em que predominavam baladas, tendo o piano como instrumento principal. Little Richard e Fats Domino destacaram-se.
  • Memphis Country Rock: Conhecido também como Rockabilly, era basicamente música caipira "branca", tocada com guitarra eléctrica. A gravadora Sun, que descobriu Elvis era a principal desse tipo.
  • Chicago R&B (rhythm and blues): É basicamente uma versão negra do rockabilly, que tinha Chuck Berry e Bo Diddley como mestres.
  • Grupos Vocais Sem instrumentos, podem ser comparados às "boys bands" de atualmente. Eram bandas em que era usada somente a voz, sem instrumentos. Frankie Lymon and the Teenagers era o grande sucesso da época.
***Destaque na foto acima Elvis Presley.

Rock and Roll


Rock and Roll (também escrito Rock'n'Roll) é um gênero de música que emergiu e se definiu como estilo musical no sul dos Estados Unidos durante a década de 50, rapidamente se espalhando pelo resto do mundo. Evoluiu mais tarde para diversos subgêneros no que hoje é definido simplesmente como "rock".Atualmente, a palavra "rock and roll" tem diversos significados, seja para definir o rock tradicional ao estilo dos anos 50, ou para definir o rock surgido posteriormente, e até mesmo certas vertentes da música pop. Desde finais da década de 50 até meados dos anos 90 o rock foi provavelmente o estilo musical mais popular no mundo ocidental. Os instrumentos mais comuns no rock'n'roll são a guitarra elétrica, o baixo, a bateria, e muitas vezes um piano ou teclado, embora no início, o principal instrumento tenha sido o saxofone, posteriormente substituído pela guitarra no final dos anos 50.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Percepção Musical


O cérebro divide-se em dois hemisférios: o esquerdo, que é responsável pelo raciocínio, pela percepção da linguagem musical, da teoria e do ritmo; e o direito, que é responsável pela criatividade e processa a percepção dos diferentes timbres, da altura das notas e das melodias. Um bom músico deve procurar desenvolver os dois lados do cérebro para atingir maturidade musical plena.
Se, por acaso, eu mostrasse uma “caneta” e perguntasse: o que é isto? Você diria: é uma caneta! Parece óbvio, mas se eu tocasse no piano algumas notas e pedisse para identificá-las apenas auditivamente, seria tão óbvio assim? Na grande maioria dos casos não, mas por que isso acontece?
Estamos acostumados a prestar mais atenção nas coisas que vemos do que nas coisas que ouvimos. Pesquisas mostram que nos lembramos de 50% do que vemos e apenas 10% do que ouvimos, o que significa que o som é relegado a uma posição inferior à da visão, em termos de percepção. O som do acorde não é visível como a caneta, e não possui massa. Certamente, mesmo de olhos fechados, apalpando a caneta, poderíamos reconhecer o objeto. Para desequilibrar de vez o ranking das percepções, devemos acrescentar a dessensibilização auditiva ocasionalmente pela excessiva exposição de nossos ouvidos ao “ruído urbano”, que faz com que criemos um filtro de ruídos, que aumenta ainda mais nossa dificuldade de perceber sons. Matéria-prima dos músicos é o som e, portanto, temos obrigação de reverter esse processo de dessensibilização reaprendendo a “ouvir”, reaproximando-nos dele para que possa reapresentar sempre a expressão real de nossa sensibilidade.

Estágios da Percepção

Podemos dividir a habilidade de ouvir em quatro estágios:
Existem indivíduos que não conseguem ouvir devido a problemas físicos (surdez), ou psicológicos (incapacidade de ouvir sons).
Outros ouvem, mas não conseguem memorizar os sons e, conseqüentemente, apresentam dificuldades para cantar afinado.
Há aqueles que ouvem, memorizam e reproduzem o que ouviram como se fossem gravadores.
Por último, temos aqueles que ouvem, memorizam e reproduzem um som, além de conseguirem entendê-lo musicalmente.
Esses estágios são individuais e a mesma pessoa pode apresentar estágios diferentes para conceitos musicais diferentes (por exemplo, ouvir e entender musicalmente todos os intervalos e não conseguir reconhecer o timbre de um instrumento musical).

Estudando e Desenvolvendo sua Percepção

Você consegue acompanhar uma música estalando os dedos na pulsação correta? Consegue cantar uma melodia afinada com o cantor? Lembra-se com facilidade e melodias? Diferencia todos os instrumentos de uma música? Se a maioria das respostas foi NÃO é bom você prestar atenção nas sugestões que apresentarei a seguir.
Utilize seus instrumentos mais próximos: a voz, as mãos, os pés e o corpo em geral. Cantar ajuda a memória auditiva e bater os pés ou as mãos e estalar os dedos melhora sua precisão rítmica e a execução no tempo.
Faça exercícios de leitura cantando, estalando os dedos e exercícios com ditados (ouça os exercícios do CD e tente escrever as notas num papel, por exemplo).
Não dedique menos tempo de estudo à percepção do que à técnica vocal. Ouça muita música e tente tirar músicas ou solos, pois são ótimos exercícios também.
Nenhum método de ensino musical é completo sem o estudo da percepção musical. Dirijo-me principalmente aos cantores, mas todos os princípios aqui apresentados podem ser utilizados por quaisquer instrumentistas ou apreciadores de música.
A Musicalização infantil é fundamental, pois exige muito da percepção, em um momento no qual a criança assimila tudo com incrível facilidade, sendo de grande valia na idade adulta. Se você tem filhos, cante os exercícios já propostos nos últimos capítulos, pois as crianças, como mencionado, têm muita facilidade de memorização auditiva.
Caso você se considere detentor de um ouvido HORROROSO, acalme-se, pois hoje, devido ao avanço da Pedagogia Musical, conseguimos resultados impressionantes, basta ter FORÇA DE VONTADE e PERSISTÊNCIA!!!


Só hoje


Bom aqui tá uma das tantas músicas lindas do Jota Quest. Acima Rogério Flausino, quem nunca sonhou com ele cantando ao seu ouvido...

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar na boca de um jeito que te faça rir (que te faça rir)
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria

Em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar

Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre, sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

O grupo mineiro Jota Quest começou a se formar em 1993, com Paulo Diniz no baixo e Paulo Fonseca na bateria, programação e samplers. Depois vieram Márcio Buzelin, teclados e programações, e o guitarrista Marco Túlio Lara. O vocalista Rogério Flausino veio por último, depois de ser aprovado no teste feito com 13 vocalistas. O grupo passou dois anos apresentando-se na noite de Belo Horizonte, muitas vezes sem cachê, e também em festas de calouros, em faculdades. Num de seus primeiros shows, eles precisaram inventar um nome para colocar no cartaz do espetáculo. Surgiu então a idéia de homenagear Johnny Quest, o personagem do desenho animado. O nome, entretanto, era grande para o espaço, sendo abreviado para J. Quest. Em 1998, mudaram para a grafia atual, Jota Quest. O primeiro disco, lançado por selo independente em 1995, foi pago com os shows realizados nas faculdades, que reuniam público pagante de até duas mil pessoas. O disco saiu com apenas mil cópias prensadas, e o grupo foi contratado pela Sony em seguida. Enquanto não gravava o disco, o Jota Quest rodou algumas cidades abrindo shows para grupos mineiros como o Skank. O som do grupo, uma mistura de pop e black music, e o visual dos anos 70, foi bem divulgado pela gravadora e logo eles estouraram com As Dores do Mundo e Encontrar alguém, em 1996. O segundo disco pela Sony, De Volta ao Planeta, estourou com Fácil. Em 2000 foi lançado o CD Oxigênio, repleto de baladas românticas como Dias Melhores. E em 2002, o grupo lança Discotecagem Pop Variada, mais um sucesso de público e de vendas. Com o sucesso deste último trabalho, o Jota Quest gravou em maio de 2003, o CD e DVD MTV ao Vivo, na Praça do Papa em Belo Horizonte. O trabalho, o primeiro ao vivo do grupo, reuniu seus maiores hits e contou com a participação especial de Arnaldo Antunes e Thaíde. Após três anos sem lançar um CD com inéditas, o grupo se isolou em Belo Horizonte, no estúdio da banda, para gravar Até Onde Vai, que chegou às lojas em outubro de 2005. Pela primeira vez, o Jota Quest gravou em CD uma música do Rei Roberto Carlos: o hit Além do Horizonte, em parceria com Erasmo Carlos.